Junta de Freguesia de Góis
  
                               

Junta de Freguesia  De Góis
  
Introdução 
 
Parece, pois, oportuno fazer o estudo de um “fenómeno da sociedade tradicional” analisado no período compreendido entre o ano de 1835 e o século XXI. 
Tendo conhecimento que no arquivo Histórico de Góis e noutras bibliografias, existiam algumas fontes inexploradas que abrangiam, o estudo do Enquadramento Histórico-Geográfico da Freguesia de Góis. 
Assim, como um breve estudo sobre a sua história e os principais elementos que a constituíram são o ponto de partida contextual deste trabalho e ou estudo.
Para abordar este estudo, foi necessária reunir toda a documentação existente tornando-se a base fundamental para a realização deste. Foi feita uma reformulação de planos a ficar aquém do que já tinha sido inicialmente planificado.
A utilização ao recurso de outras fontes* foi de uma extrema constante, durante o processo de investigação, que permitiu o delimitar de muitas situações. 
 
*Entre outras destacou-se: Atas de presidentes de Junta, Atas de Regedores de Junta (Arquivo Histórico de Góis), Livros de pesquisa, etc.  
 
Mencionando que o espaço é uma das coordenadas fundamentais de fenómenos históricos, aqui ficam algumas notas referentes ao concelho e á freguesia de Góis.
       
O concelho de Góis, situado na região serrana, entre o Mondego e o Zêzere, foi constituído administrativamente no século. XVI e reestruturado no contexto da época do liberalismo oitocentista. 
 
A própria história local e regional, encontra-se expressa em diversas marcas, desde o património construído à toponímia. O natural ou habitante de Góis denomina-se goiense.
 
Supõem-se que tenha havido uma doação e reconquista de Góis ou Goes conforme a grafia antiga, em 1064 ou em 1093. A 1 de agosto de 1114 foi feita outra doação por D. Teresa, a mãe de D. Afonso Henriques, a Anaia Vestrares e a sua mulher Ermesinda, que mandaram povoar Góis. 
 
A Dinastia dos Goes (1114-1458) 
 
A doação de D. Teresa de Portugal a Anaia Vestrares deu origem á linhagem Goes (Góis).
 
Por falta de documentos que mostrem a história da administração no território de Goes (Góis) e por não haver elementos de estudo no período anterior à reconquista, limita-se apenas ao período que se inicia com a doação de D. Teresa, a partir do primeiro contrato escrito, o primeiro «foral» de que se tem conhecimento. 
 
A "dinastia" dos Goes ocorreu no início do século XVII, uma época caracterizada pela sociedade bipartida entre os homens livres e os de dependência servil (os servos), entre os que tinham poder e os que necessitavam de proteção. 
Assistiu-se a lutas pela pose das terras, lutas essas que não foram impedimento da continuidade do senhorio pela mesma linha familiar.
 
Em meados do século XV, deu-se a perda da 2ª varonia, o que originou o desaparecimento do apelido Goes nas terras da sua origem. 
 
1148(?) - Morre Anaia Vestrares, primeiro donatário de Góis, tornou-se uma das figuras de maior importância da região, pelos cargos que ocupara. Gonçalo Dias sucede-lhe no senhorio. 
 
1149 - Os filhos de Anaia Vestrares procederem á partilha dos bens deixados por ele, julga-se que terá havido outra partilha na qual Maria Anaia casada com Gonçalo Dias de Goes, teria ficado com o senhorio de Góis.
 
1284 - 12 de janeiro - D. Dinis aprova o acordo entre as frações familiares que disputavam o senhorio de Góis.
 
1297 - 23 de maio - Foi confirmada a jurisdição das terras de Góis a Gonçalo Vasques de Góis.
 
A dinastia continuaria por Fernão Gomes, já que a quebra da varonia faria surgir a nova linhagem dos Silveiras, o que poria termo á linhagem dos Goes. 
Fernão Gomes de Goes foi o último donatário varão da linhagem. 
 
A dinastia dos Silveiras (1459-1658)
 
Os Silveiras chegaram a Góis em meados do século XV, seriam donatários durante dois séculos, o que levou ao desaparecimento da linhagem dos Goes, daquelas terras. 
A 20 de maio de 1516, foi concedido o foral régio por D. Manuel, tendo sido o seu donatário á família dos Silveiras, que viriam a ser condes de Sortelha. O senhorio foi-lhes confirmado posteriormente por D. Afonso V, na pessoa de D. Nuno Martins da Silveira. 
 
Ao longo do século XVI, Góis passou por um período de grande desenvolvimento, patrimonial e espiritual. D. Luís da Silveira, I conde de Sortelha, dota a vila de um património relevante, sobressaindo os novos Paços junto ao rio Ceira, e a capela-mor da igreja matriz com a sua arca tumular e estátua, obras-primas da arte renascentista.
 
D. Diogo da Silveira, II conde de Sortelha edificou o hospital, uma instituição de elevada importância social o que levou ao posicionamento de Góis na rota dos viajantes e D. Luís da Silveira, III conde de Sortelha reforçou a ação espiritual e dignificou o culto divino. 
 
Para além das propriedades dos condes de Sortelha, formaram-se e desenvolveram o seu prestígio, outras casas senhoriais e morgadios locais. 
O século XVI foi o mais reluzente da história de Góis. 
 
A dinastia dos Lencastres (1658-1832)
 
Com a morte do conde D. Luís da Silveira, 1617, e a passagem do senhorio para uma nova fidalguia (fidalgos) de alta nobreza, deu-se início a outra linhagem. 
 
Em Góis, surgiu uma burguesia capitalista, em que a pose das terras era a fonte de prestígio, instruindo riqueza, ao mesmo tempo que se estabelecia o núcleo de personalidades, ocupando o espaço deixado pelos senhores donatários. 
 
Ao longo dos séculos XVII e XVIII constituíram-se as casas agrícolas, algumas brasonadas (com brasões). Nasciam assim as casas da lavra de cima, da lavra de baixo e da quinta da capela, no Baião. 
 
Estabeleceram-se empreendimentos industriais, implementados na região, como os de fiar e tecer burel, nos séculos XVII e XVIII, ao longo da freguesia de Alvares e o de fabrico de papel nos inícios do século XIX, nas margens do rio sótão. 
 
Tardiamente, Góis seria a primeira localidade do distrito de Coimbra a ser iluminada eletricamente, com energia retirada às suas portas, das águas do rio Ceira.
 
Em meados do século XVIII, foi instituída a roda, que tinha como função dar assistência às crianças abandonadas.
 
1815 - 28 de abril -José Figueiredo Serra foi nomeado para o cargo de monteiro-mor.
 
1820 - 1821 - Foi instalada uma fábrica de papel em Ponte do Sótão (Ponte do Sotam), pelos irmãos José Joaquim de Paula e José Maria de Paula. A opção de escolha deste local, devia-se ao facto de a água do rio Sótão possuir boas propriedades para o seu fabrico. 
 
1832 - São extintos os forais e doações régias e, os direitos dos senhores donatários.
 
1833 - 31 de janeiro - Para servir o concelho de Góis durante o ano foram eleitos:
 
Para juiz - Alberto Joaquim Carneiro, (capitão de milícias do regimento de Arganil).
 
Para vereadores - Jerónimo Francisco
                             - José Antunes Bucho
                              - Manuel Simões
 
Para procurador - Manuel Inácio (capitão das ordenanças de Góis, além de distribuidor, inquiridor e contador de juízo). 
 
No dia 19 de outubro de 1835, propôs-se ao governador civil vários nomes, para dentre eles escolher o administrador do concelho, e nomear interinamente a primeira Junta de Paróquia, que era constituída por:
 
- António da Cunha Figueiredo e Nápoles
- Manuel Joaquim de Paula 
- José Francisco Beato
- José António Carneiro
- Lourenço Baeta
- Francisco José Beato - Nomeado Comissário de paróquia 
 
Em 20 de dezembro foi eleita a primeira Junta, pelos 13 maiores contribuintes, representada por: 

- António da Cunha Figueiredo e Nápoles
- José Francisco Beato
- Francisco José Beato
- José Joaquim de Paula
- Manuel Joaquim de Paula, que era Juiz eleito
- António Nogueira Soares - secretário 
- Dr. Francisco António da Veiga -Tesoureiro 
 
Em 31 de dezembro foi publicado o código administrativo, pelo qual passaram a ser eleitos o administrador e o regedor da paróquia, designação que veio substituir a de comissário. 
 
Em 1860, a Junta de Paróquia de Góis, dá por aceite a reconstituição da igreja matriz de Góis, que incluiu a construtura de uma nova nave de maiores dimensões, restauros das capelas laterais, sacristia, casa dos ossos e torre sineira. 
 
1863 - 19 de maio - Fim dos morgadios no reino.
 
1874 -2 de julho - Manuel Inácio Dias, adquire a fábrica de papel de Ponte do Sótão (Ponte do Sotam), em que se produzia papel de embrulho, de cores, de impressão, almaço, manteigueiro e papel para tabaco.
 
Entre 1878 um novo código administrativo, determina que o administrador seja nomeado pelo governo, o regedor pelo governador civil e a Junta de Freguesia eleita, em vez de Junta de Paróquia.
 
No ano de 1886, surgiu um novo código administrativo, com alterações feitas em 1882, pelo qual passaram as Juntas de Freguesia a não ter funções administrativas, mas apenas relativas á fábrica da igreja e á beneficência. 
 
1906 - 12 de janeiro - É constituída a companhia de papel de Góis, por trespasse da firma Nogueira Dias & Cª, os diretores foram Francisco Inácio Dias Nogueira (presidente), Alfredo Élio Nogueira Dias e Dr. Aníbal Dias, foram os seus principais acionistas. 
1907 - setembro - Deram-se início as obras hidráulicas em Monte Redondo (Carcavelos), para a realização da produção elétrica, em que a firma Dias Nogueira & Cia tivera um empenhamento notório. 
 
1909 - 20 de fevereiro - A companhia de papel de Góis tomou a deliberação de adquirir a queda de água de Monte Redondo, onde se construiu a central hidroelétrica.  
 
1910 - 29 de julho - Foi inaugurada a instalação hidroelétrica de Monte Redondo.
 
A única indústria existente na freguesia, era a indústria do fabrico de papel, situada na povoação de Ponte do Sótão, fundada no ano de 1828, por José Joaquim de Paula. 
 
Fabricou papel durante muitos anos pelo sistema de formas, achando-se transformada no sistema continuo. A sua produção era pequena principalmente devido á falta de água que era o único motor de que dispunha. O papel saía impresso com uma marca de água. 
 
Inauguração da luz elétrica na fábrica de papel em Ponte do Sótão, onde Manuel Inácio Dias instituidor da fase moderna desta fábrica, e pai dos atuais diretores Francisco Inácio Dias Nogueira e Alfredo Élio Nogueira Dias, foi homenageado. 
 
A fábrica esteve aberta ao público, presumindo, segundo os jornais locais, que tenha sido visitada por mais de 5000 pessoas. 
 
A freguesia de Góis, apresentava sofríveis vias de comunicação ligada a Coimbra, Lousã, Arganil e mais tarde a Pampilhosa da Serra, tendo em curso a construção de um caminho-de-ferro, que cuja obra nunca foi terminada.  
 
A República Parlamentar (1910-1926)
No início da década, a inauguração da luz elétrica foi um marco importante, porém Góis foi a primeira localidade do distrito a receber esse melhoramento, resultado de um investimento audaz para a época, levado a cabo por goienses. 
 
1912 - 30 de março - A luz elétrica brilhou pela primeira vez em Góis, sendo a primeira localidade do distrito a receber este melhoramento. 
 
maio - Começou a funcionar o arco voltaico do pombal, no alto de uma coluna de 10 metros, fez com que uma grande parte da vila pudesse ser iluminada. 
 
24 de junho - Inauguração da iluminação elétrica pública da vila. 
 
1916 - maio - Em alteração ao código administrativo, que fora aprovado, as paróquias passam a ter a denominação de freguesias.
 
1919 - 10 de novembro - Foi instalada a junta escolar de Góis, criada pelo governo e presidida pelo Dr. José Afonso Baeta Neves.  
 
Estado Novo (1926-1974)
 
Uniram-se esforços e reforçaram o associativismo. Fizeram-se investimentos privados e públicos, lutou-se pelas vias de comunicação, as estradas e o caminho-de-ferro, prometido e que foi sempre adiado e até mesmo o projeto de uma grande barragem hidroelétrica á entrada da vila. 
 
As décadas 30 e 40 marcaram uma época da história contemporânea do concelho de Góis.
 A exploração de volfrâmio, associada ao ouro, veio dar uma vida nova e acalentar esperanças de um futuro melhor. 
 
1931 - 17 de outubro - Morre Francisco Inácio Dias Nogueira,  um dos fundadores da companhia de papel, em 1906, dando-se início a uma segunda fase desta indústria, fundada em 1821. 
A ele (Francisco Inácio Dias Nogueira) também se deve a instalação da central hidroelétrica de Monte Redondo em 1912.
Está na toponímia local, no largo do pombal, com estátua erigida por subscrição pública.
 
8 de maio - A fábrica da companhia de papel de Góis reiniciou a sua laboração, com uma nova máquina contínua, tendo estado parada desde 20 de maio de 1930. Os seus administradores, Alfredo Élio Nogueira Dias, o sobrinho Eng.º Álvaro de Paula Dias Nogueira e Dr. Aníbal Dias. 
 
1937 - Neste ano foi efetuada a primeira venda oficial de volfrâmio, extraído do subsolo do concelho. O único concessionário mineiro é o Eng.º Stanley Mitchell, de nacionalidade inglesa, que estabeleceu residência em Góis no início da década. 
 
dezembro - Foi tornado público o projeto para a construção de uma barragem hidroelétrica, no rio Ceira, o que iria originar uma grande albufeira até perto da Cabreira. 
 
1949 - 30 de março - Inauguração da estátua de Francisco Inácio Dias Nogueira, no largo do pombal, no dia em que completaria 84 anos de idade. 
 
1971 - 30 de junho - Foi constituída em Ponte do Sótão a indústria transformadora de papel de Góis [INTAPE], uma nova unidade que se destinava à produção de papel, criando cerca de 40 novos postos de trabalho. 
A República Democrática (1974)
 
1974 - 21 de dezembro - Por decreto desta data, foi considerado Imóvel de Interesse Público, a ponte de três arcos sobre o rio Ceira, construída no século XVI. 
 
1978 - 12 de setembro - Foi classificado como Imóvel de Interesse Público a capela de S. Sebastião em Góis, cuja construção remonta aos séculos XVII/XVIII. 
 
1982 – dezembro - Morre Romeu Alves Batista, comerciante e industrial na vila e antigo presidente de Junta de Freguesia de Góis no ano de 1955. 
 
1989 - 1 de novembro - Colocado na toponímia da vila o nome de Henrique Bebiano Baeta Neves, figura de prestígio da história de Góis. 
 
1992 - junho - A companhia de papel de Góis, integrada no grupo companhia de papel porto cavaleiros, deixou de exercer funções. Foi a principal indústria existente no concelho, com cerca de 230 trabalhadores nas décadas de 60 e 70.
 
1999 - A casa das Ferreirinhas foi demolida, era um dos edifícios mais emblemáticos do centro histórico de Góis.
 
2005 - 8 de setembro - Morre em Góis, Maria Alice Sande Marinha Nogueira, miniaturista e pintora descendente de família goiense. Fez exposições individuais e coletivas em Portugal, Angola e Espanha, representada em vários museus e instituições.
Doou a sua casa e todos os seus pertences, no largo do pombal para esta ser constituída uma casa-museu. 
 
Capitães-Mores
 
D. Sebastião procedeu a uma reforma do exército português, tendo criado um novo modelo de organização militar local. Em 1570, foi publicado o "Regimento dos Capitães-Mores", ao qual deveria existir em cada terra um capitão-mor, que fosse responsável pelas companhias de ordenanças aí existentes e que se manteriam até ao fim da monarquia absoluta. 
 
As ordenanças, com tropas de 3ª linha, atuavam na sua área territorial como auxiliares do Exército Regular (tropas de 1ª linha) e das Milícias (tropas de 2ª linha). 
 
Ao capitão-mor escolhido ("eleito", terminologia usada na época) pelas autoridades locais, competia-lhe o recrutar das tropas e dirigir a preparação militar. 
 
Na época da publicação do Regimento, era senhor de Góis o conde D. Diogo da Silveira, mas não se tem conhecimento de, quer ele, quer os seus sucessores, tenham exercido esse cargo.  
 
O primeiro capitão-mor que se conhece é Diogo Belo, depois o cargo andaria praticamente sempre na família Barreto. 
 
Nomes dos Capitães-Mores
 
- Diogo Belo (finais do século XVI)
- António Rodrigues Barreto (?-c. 1640)
Instituiu o morgadio dos Barretos ou de São José, de que é cabeça ou capela de S. José, lateral da igreja matriz de Góis.
 
- Alexandre Barreto de Figueiredo Perdigão (1598-1653)
Natural de Góis, filho de António Rodrigues Barreto, e juntamente com a sua mulher, Filipa da Cunha de Figueiredo, instituíram o morgadio da lavra de Góis, onde viveram e construíram o solar com capela (já inexistente).
 
- António Barreto de Figueiredo Perdigão (1613-1669)
Irmão de Alexandre Barreto de Figueiredo Perdigão. 
 
- Francisco Cabral Belo Barreto (1617-?)
Natural de Góis, familiar de António Rodrigues Barreto (sobrinho pelo lado paterno) e Diogo Belo (bisneto pelo lado materno). 
 
- Manuel Baião de Andrade 
Veio para Góis como procurador do donatário, conde D. José Luís de Lencastre.
 
- António Barreto Perdigão de Vilas Boas 81652-?) 
Filho de António Barreto de Figueiredo Perdigão, foi cavaleiro professo da ordem de cristo.
 
- Bernardo Barreto Perdigão de Vilas Boas (?-1751)
Filho de António Barreto de Figueiredo Perdigão,  casado com sua sobrinha Vitória Isabel Botelho de Vilas Boas. 
 
- José Tavares de Carvalho
Julga-se que tenha exercido o cargo durante a menoridade de Francisco Xavier Barreto.
 
- Francisco Xavier Barreto Botelho Perdigão de Vilas Boas (?-1810)
Filho de Bernardo Barreto Perdigão de Vilas Boas, foi juiz ordinário em 1766.
- Fernando Barreto Botelho de Vilas Boas (1779-1825)
Filho de Francisco Xavier Barreto Botelho Perdigão de Vilas Boas, legitimado. 
 
- Francisco Barreto Botelho Chichorro de Vilas Boas (1815-1869)
Filho do anterior, natural de Góis, foi eleito em 1830, posteriormente com alvará assinado por D. Miguel. O batalhão de Góis, sob o seu comando com sede na Quinta da capela, teve grande atividade, durante o período da guerra civil dos anos 40. Foi o último capitão-mor de Góis. 
 
Em 1834, com a restauração da Guarda Nacional Republicana criada pela primeira vez em 1823, extinta por pouco tempo, desapareceriam os capitães-mores. 
 
Regedores da Freguesia de Góis
 
Aos treze dias, do mês de Janeiro, do ano de 1938, o senhor Aníbal da Silva Barata foi nomeado para regedor efetivo da Freguesia de Góis. 
 
Aos três dias, do mês de Junho, do ano de 1939, o senhor José das Neves Sanches, foi nomeado para o cargo de regedor efetivo da Freguesia de Góis.
 
Aos seis dias, do mês de Novembro, do ano de 1941, os senhores Vítor Soares Claro e Aníbal da Silva Barata, foram nomeados respetivamente para o cargo de regedores efetivo e substituto da Freguesia de Góis.
 
Aos dois dias, do mês de Janeiro do ano de 1947, os senhores Cassiano da Silva Barata e Carlos da Silva Barata, foram nomeados respetivamente para o cargo de regedores efetivo e substituto da Freguesia de Góis.
 
Lista de Presidentes de Junta da Freguesia de Góis
 
O senhor Romeu Alves Batista foi eleito para Presidente de Junta da Freguesia de Góis nos anos de 1955 a 1959 e os senhores Arlindo Rodrigues dos Santos e Carlos da Silva Barata nomeados respetivamente para os cargos de Tesoureiro e Secretário.
 
Nos anos de 1960 a 1963, foi eleito para Presidente de Junta da Freguesia de Góis, o senhor José Nunes Almeida, o senhor José da Costa Rodrigues Bandeira, nomeado para o cargo de Tesoureiro e o senhor Carlos da Silva Barata nomeado como Secretário. 
 
Em 1964 a 1967, o senhor José Nunes Almeida foi eleito Presidente de Junta da Freguesia de Góis, o senhor Vítor Manuel Nogueira Dias, Tesoureiro e o senhor Carlos da Silva Barata, Secretário.
 
Nos anos de 1968 a 1971, foi eleito para Presidente de Junta da Freguesia de Góis o senhor José Nunes Almeida, o senhor Francisco Paulo, Tesoureiro e o senhor António Nogueira Rosa, Secretário.
 
O senhor Jaime Rosa Garcia foi eleito para Presidente de Junta da Freguesia de Góis em 1972 a 1975, permanecendo até ao ano de 1976, o senhor João Alves Cerdeira, Secretário e o senhor José Gonçalves bandeira, Tesoureiro. 
 
Em 1977 a 1979 foi eleito para Presidente de Junta da Freguesia de Góis o senhor José Gonçalves Bandeira, o senhor Fernando Augusto Antunes Barata, Secretário e o senhor Fernando Rodrigues Braz, Tesoureiro.
Nos anos de 1986 a 1989 o senhor Alberto Jorge dos Reis foi eleito Presidente de Junta da Freguesia de Góis, o senhor António Alberto Ferreira Lopes, Secretário e o senhor Manuel Joaquim Macedo, Tesoureiro. 
 
Nos anos 1990 a 1993 os senhores Alberto Jorge dos Reis, António Alberto Ferreira Lopes e Manuel Joaquim Macedo, ocupavam os mesmos cargos respetivamente, Presidente de Junta, Secretário e Tesoureiro.  
 
O senhor Alberto Jorge dos Reis respetivamente presidente de Junta da Freguesia de Góis nos anos de 1994 a 1997, o senhor António Alberto Ferreira Lopes, Secretário e o senhor Graciano Antunes Rodrigues, Tesoureiro. 
 
Desde o ano de 1998 até 2013 os senhores Alberto Jorge dos Reis, o senhor António Alberto Ferreira Lopes e o senhor Graciano Antunes Rodrigues, ocupavam os respetivos cargos de Presidente de Junta da Freguesia de Góis, Secretário e Tesoureiro. 
 
Em 2014 a 2017 o senhor Graciano Antunes Rodrigues foi eleito Presidente de Junta da Freguesia de Góis, a senhora Ana Paula Rodrigues Gonçalves, Secretária e o senhor António José da Rita Mourão, Tesoureiro.  
 
Brasão da Freguesia de Góis
 
A 5 de Maio de 2000 a Junta de Freguesia de Góis torna pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da sua freguesia. 
 
Armas - Escudo de prata, monte de três cômoros de verde, carregado de uma faixeta ondada de prata e azul de três tiras e encimado por duas abelhas de negro, realçadas de ouro e aladas do mesmo, postas em pala e alinhadas em faixa; em chefe, flor-de-lis de azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: “FREGUESIA DE GÓIS”.
 
Constituição da Assembleia de Freguesia de Góis
 
No ano de 1983, foi eleito para presidente de Assembleia de Freguesia o senhor Fernando Neves Simões, primeiro secretário, o senhor Luís de Jesus Mota Alves Fortunato e para segundo secretário, o senhor Carlos Clemente da Silva. 
 
Em 1986,o senhor Luís António Vitorino Serra foi eleito presidente de Assembleia de Freguesia, tais como o senhor Ernesto Martins Adão, primeiro secretário e o senhor Amílcar Henriques Marques como segundo secretário.
 
Maria de Lurdes da Costa Serôdio Barata foi eleita presidente de Assembleia de Freguesia no ano de 1994, seguida do senhor António Henriques Barata como primeiro secretário, e do senhor João Manuel da Silva Mourão como segundo secretário.
 
No ano de 1998 a Assembleia de Freguesia de Góis era constituída pelo presidente, o senhor António Henriques Barata, primeira secretária a senhora Maria Helena Antunes Barata Moniz e como segundo secretário o senhor João Manuel Silva Mourão.
 
A Assembleia de Freguesia de Góis, no ano de 2002 era constituída pela senhora Maria Helena Antunes Barata Moniz, como presidente de Assembleia, pelo senhor João Manuel Silva Mourão, como primeiro secretário e pela senhora Ana Paula Rodrigues Gonçalves como segunda secretária.
 
Em 2005 a Assembleia de Freguesia foi presidida pelo senhor Armando Simões Bandeira, constituída pelo primeiro secretário, o senhor Rui Miguel de Almeida Catarino, e pela segunda secretária a senhora Carla Sofia Gonçalves Moreira.
 
No ano de 2006 a senhora Carla Sofia Gonçalves Moreira foi eleita presidente de Assembleia de Freguesia de Góis, tendo como primeiro secretário o senhor Rui Miguel de Almeida Catarino, e como segundo secretário o senhor Manuel Simões. 
 
A senhora Carla Sofia Gonçalves Moreira, presidente de Assembleia de Freguesia, o senhor Rui Miguel de Almeida Catarino, primeiro secretário e o senhor Manuel Simões, segundo secretário exerceram estes respetivos cargos até ao ano de 2013. 
 
No ano de 2013 até ao ano de 2015 o senhor Rui Miguel de Almeida Catarino foi eleito como presidente de Assembleia de Freguesia, bem como o senhor Manuel Simões com o cargo de primeiro secretário e a senhora Maria Emília Simões Gaspar Vidal como segunda secretária.
 
A Roda dos Expostos
 
Esta instituição de caráter de beneficência, combatida por uns e louvada por outros, foi a roda dos expostos.
 
Não se sabe ao certo de quando datam as «rodas», havendo quem as faça remontar ao século. XI. Em agosto de 1498 foram instituídas as misericórdias, que tinham também a seu cargo a criação e educação dos expostos órfãos desamparados. 
 
Na freguesia de Góis funcionou «A Roda» instalada na rua que foi designada, por esse facto, Rua da Roda, julgando-se que tenha existido antes de 1784. Funcionou oficialmente no concelho, pelo menos, durante 57 anos. 
 
Como instituição independente, digamos assim, ou melhor, com funcionamento completo, acabou em Góis em 1850, sendo que tenham existido registos/assentos relativos ao período de 1841-1850.
 
O edifício onde funcionou a roda de Góis é constituído por uma área total de 109m², sendo a superfície coberta constituída por 85m² e ocupando o logradouro os restantes 24m².
 
Pode dizer-se, que a roda de Góis, serviu para acolher a quase totalidade das crianças expostas, durante os 57 anos e 1 mês, desde os anos de 1784-1841, do seu funcionamento.  
 
Conclusão 
 
Como vimos este trabalho é o resultado de um estudo pormenorizado que exigiu, no decorrer do mesmo analisar, refletir e sintetizar. Foi feito um vasto levantamento de informação pertinente para a realização deste trabalho, sendo que, o principal assunto retratado é acerca de quando surgiram as Juntas de Paróquia e de Freguesia de Góis, quem foram os presidentes de Junta de Freguesia de Góis e os seus respetivos anos de mandatos.
Elaborado através de uma visão geral sobre os fatos históricos desta freguesia permitindo assim um melhor enquadramento de muitas situações descritas. 
 

Fontes e Bibliografia 
 
Arquivo Histórico
I – livro de registo de atas do Termo de pose e compromisso de honra dos regedores da Freguesia de Góis
 
1-sessão------------------------------------------------1938
2-sessão------------------------------------------------1939
3-sessão------------------------------------------------1941
4-sessão------------------------------------------------1947
 
Livros de registo de atas de presidentes de Junta de Freguesia de Góis 
 
1--------------------------------------------------1955/1959
2--------------------------------------------------1960/1963
3--------------------------------------------------1964/1967
4--------------------------------------------------1968/1971
5--------------------------------------------------1972/1975
6--------------------------------------------------1976
7--------------------------------------------------1977/1979
8--------------------------------------------------1980/1982
9--------------------------------------------------1983/1985
10-------------------------------------------------1986/1989
11------------------------------------------------1990/1993
12------------------------------------------------1994/1997
13------------------------------------------------1998/2001
14------------------------------------------------2002/2005
15------------------------------------------------2006/2009
16-----------------------------------------------2009/2013
17-----------------------------------------------2014/2017
 
Livros de registo de atas dos elementos compostos da Assembleia de Freguesia de Góis
 
1-sessão---------------------------------------1983
2-sessão---------------------------------------1986
3-sessão---------------------------------------1994
4-sessão---------------------------------------1998
5-sessão---------------------------------------2002
6-sessão---------------------------------------2005
7-sessão---------------------------------------2006
8-sessão---------------------------------------2013
 
Livro, Noticia Historica e Topographica da Villa de Goes e seu Termo
Por: Affonso Baetta Neves- Bacharel formado em Medicina e Médico militar
Lisboa – Typographia Baeta Dias, 21, Rua Augusta, 25 – 1897
 
 Livro, Arquivo Histórico de Góis [Antigo Goes], Vol.1 (1-6), 1956-1957
Por: Mario Paredes Ramos, Torres Vedras       
 
Livro, Arquivo Histórico de Góis [Antigo Goes], Vol.2 (7-12), 1958
Por: Mario Paredes Ramos, Torres Vedras
 
Livro, os Expostos da Roda de Góis (1784-1841)
Por: João Alves Simões – Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Porto, 1999
 
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